Movimento Autogestionário

A luta pela autogestão social é a negação do capitalismo e afirmação da práxis

Breve histórico da criação e difusão do Esperanto.

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Klaudio Proteo Comentário de Klaudio Proteo em 17 outubro 2009 às 4:00
A HISTÓRIA DO ESPERANTO

Filho de judeus de classe média, Lejzer (Lázaro) L. Zamenhof nasceu numa pequena cidade polonesa, denominada Byalistok, em 15 de dezembro de 1859. Naquela época a Polônia encontrava-se sob o domínio dos russos, que estimulavam o choque de ódios raciais, religiosos e nacionais entre os diversos grupos que viviam em solo polonês. Polacos, judeus, lituanos, bielorussos, russos e alemães detestavam-se mutuamente e viviam nas cidades polonesas em comunidades estanques, separadas pela política, pela religião e também pelo idioma .
Nesse clima Zamenhof cresceu e viveu sua infância. Desde criança ele acalentava o sonho de criar uma língua auxiliar pela qual as pessoas de sua cidade pudessem se entender mutuamente. Zamenhof aprendeu vários idiomas e, ainda no ginásio, rascunhou aquilo que viria a ser a 'língua universal' (no sentido de segunda língua de cada povo). O pai, contudo, o obrigou a dar sua palavra que abandonaria seus esforços para estudar Medicina,e prometeu guardar seus escritos.
Zamenhof foi estudar em Moscou. Num de seus retornos de férias, procurou pelos rascunhos. Sua mãe informou que o pai os havia queimado. Considerando-se liberado da palavra dada, pacientemente ele reconstruiu todo o seu idioma. Testou-o de várias maneiras. Traduziu grandes obras da literatura mundial. Continuou com os seus esforços apesar de que no ano 1879 ter aparecido o Volapük, que era um projeto de língua internacional criado por Johann Martin Schleyer e que desapareceu depois do lançamento do Esperanto. Zamenhof havia aprendido o Volapük, mas os defeitos dessa língua o motivaram a prosseguir com os seus planos.
Finalmente, em 26 de julho de 1887, com o auxílio financeiro de seu futuro sogro, Zamenhof, já oftalmologista, lançou o Esperanto para o mundo, através de um pequeno livro, em russo, que continha o alfabeto, as 16 regras gramaticais, alguns textos de leitura, em prosa e verso, e um vocabulário. No mesmo ano saem edições em polonês, alemão e francês. Para preservar sua família, publica "Internacia Lingvo" com o pseudônimo de "Doktoro Esperanto" (Médico que tem esperança). A língua ganhou logo seus primeiros adeptos. São fundados os primeiros clubes para o cultivo do idioma. Editam-se revistas e alguns livros escritos diretamente em Esperanto (pois o nome do iniciador logo "colou" na Língua Internacional) e traduções de obras de línguas nacionais. A censura do gverno czarista e de outros governos ferozmente nacionalistas só atraiu mais atenção para o idioma.
Em 1905, ocorreu em Boulogne-sur-mer, na França, o primeiro Congresso Mundial de Esperanto, onde quase mil pessoas se confraternizaram e utilizaram o idioma em toda a sua plenitude. Em 1905 aconteceu o primeiro Congresso Universal de Esperanto, em Bolonha-sobre-o-Mar, na França, juntando quase mil pessoas, de diversos povos. Em 1906 foi fundado no Brasil o primeiro grupo esperantista, o 'Suda Stelaro' (Cruzeiro do Sul) em Campinas, 19 anos após o surgimento da língua.
O interesse pelo Esperanto cresceu. Anualmente sucederam-se outros Congresos Mundiais. Todo o movimento esperantista avançava a passos largos e seguros, mas com o evento das duas guerras mundiais o movimento teve um recuo amedrontador. Os horrores da I Guerra Mundial (1914-18) impediram a realização do Congresso Mundial em Paris, devastaram o movimento na Europa e criaram um clima de imensa dificuldade para sua reconstrução. Zamenhof, alquebrado pelo conflito, falece isolado em Varsóvia, a 14 de abril de 1917. Os intelectuais e pobres da cidade, muitos seus clientes gratuitos, lhe dão um funeral massivo. Finda a guerra, o Esperanto consegue retomar suas posições anteriores, mas no clima de confrontação nacional e de classes, governos nacionalistas e conservadores do pós-guerra simplesmente proibiram o Esperanto. Na URSS, após um perído inicial de simpatia, Stálin prendeu todos os esperantistas e perseguiu as associações da "língua de espiões
Douglas Kronos Comentário de Douglas Kronos em 10 agosto 2009 às 17:56
Existe algum trabalho historiográfico não apenas descritivo do esperanto?
Fabrício Comentário de Fabrício em 9 agosto 2009 às 11:00
o video fica sem musica na metade...
apesar disso é bom, informativo.
Marcos Lopes Comentário de Marcos Lopes em 8 agosto 2009 às 20:59
Interessante, não sabia da perseguição nazista e stalinista ao esperantdo...

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Nildo Viana Nildo Viana criou esta rede social no Ning.
O Que é o Movimento Autogestionário?


O Movimento Autogestionário, Socialista Libertário, é um coletivo de militantes que buscam contribuir com o processo de constituição de uma nova sociedade através de diversas atividades. O Movimento Autogestionário é um grupo marxista autogestionário, e que, portanto, se difere dos demais agrupamentos (principalmente Partidos Políticos) que se denominam marxistas e busca resgatar o verdadeiro caráter do marxismo, retomando a obra de Marx e dos seguidores mais autênticos: Rosa Luxemburgo, os Comunistas Conselhistas (Karl Korsch, Anton Pannekoek, Hermann Gorter, Otto Rühle, Helmutt Wagner, entre outros), Gustav Landauer, Erich Musham, Amadeo Bordiga, Silvia Pankhurst, o Grupo Solidarity (Maurice Brinton), da Inglaterra, A Internacional Situacionista (Debord, Vaneigen, entre outros), para citar apenas alguns exemplos.

O Que Quer o Movaut?

O Movimento Autogestionário tem como objetivo fundamental contribuir com a constituição de uma sociedade autogerida através de um amplo processo de Revolução Social. A Nova Sociedade proposta pelo Movimento Autogestionário não tem nada a ver com o "dito" socialismo real, que, se constitui, na verdade, como um capitalismo de estado. Também não é uma sociedade capitalista reformada, como prega a social-democracia. Trata-se de uma sociedade radicalmente diferente, fundamentada em um modo de produção não-classista. Trata-se de uma sociedade igualitária, o que só é possível através da autogestão social. O modo de produção comunista se fundamenta na autogestão social, que se expande e se concretiza no conjunto das relações sociais. A experiência do movimento operário (Comuna de Paris, Revolução Russa, Guerra Civil Espanhola, etc.) demonstram a possibilidade, necessidade e forma da futura sociedade socialista. A futura sociedade autogerida é a concretização do ideal marxista do fim da alienação e da criação de sociedade verdadeiramente humana, quando começa a história da humanidade, o reino da liberdade. Ao propor a transformação radical da sociedade é preciso, para não cair no utopismo abstrato, colocar os meios que a possibilitam. Os meios para se concretizar esta transformação deve estar em consonância com ela. Uma conquista importante da consciência humana é o reconhecimento de que a origem de algo apresenta, simultaneamente, a sua essência. A origem do capitalismo significou a formação da sua essência. Conhecendo a essência do capitalismo, entenderemos o seu processo de constituição. O mesmo ocorre com a sociedade autogerida: existe uma unidade entre origem e essência. A essência da sociedade autogerida é a autogestão social e, portanto, sua origem só pode ser, também, um processo de autogestão. A autogestão das relações sociais na futura sociedade é precedida pela autogestão das lutas sociais pela constituição desta sociedade. Isto significa, entre outras coisas, que o Movimento Autogestionário discorda totalmente da idéia de "vanguarda" e de "representação", defendidas pelo bolchevismo em suas diversas variantes (leninismo, trotskismo, stalinismo) e pela social-democracia (representação parlamentar, eleitoral, estatal). Por isso a idéia chave da prática do Movimento Autogestionário é a de que é através da autogestão das lutas operárias pelo proletariado e a autogestão das lutas sociais pelos grupos sociais que fornecem a via para a instauração do socialismo, ou seja, da sociedade autogerida.
O Movimento Autogestionário não pretende, pois, ser vanguarda e nem dirigente do movimento operário e demais movimentos sociais e sim um componente do bloco revolucionário que é expressão do movimento revolucionário do proletariado. Assim, o objetivo fundamental do Movimento Autogestionário é contribuir para a instauração da sociedade autogerida e da autogestão das lutas sociais pelas forças sociais revolucionárias ou potencialmente revolucionárias. Os meios concretos de sua ação ocorre através da participação de seus militantes nos movimentos sociais e nas lutas operárias representando os interesses do proletariado e buscando combater a hegemonia burguesa no seu interior. Da mesma forma, busca desenvolver uma intensa luta cultural e teórica no sentido de corroer a hegemonia burguesa e abrir caminha para o desenvolvimento de uma nova concepção de mundo, libertária. Daí o Movimento Autogestionário também trabalhar na esfera cultural e teórica, através de publicações, ações culturais e, agora, da internet. Estas e outras atividades concretas são os meios de ação do Movimento Autogestionário.

Como se Organiza o Movaut?

O Movimento Autogestionário busca se organizar internamente através da autogestão, na qual as decisões são tomadas coletivamente e busca apresentar tal concepção para outros grupos e movimentos. Visando facilitar sua atuação concreta o Movimento Autogestionário busca criar núcleos de atuação em cada instituição/movimento social onde está inserido tentando articular os interesses gerais do proletariado com os interesses específicos de cada grupo social com o qual seus militantes fazem parte.

Como Aderir ao Movaut?

Para aderir ao Movimento Autogestionário é exigido tão-somente que se concorde com as suas teses fundamentais e que queira lutar pela transformação social. Se você quer saber mais detalhes mande um e-mail para o Movimento Autogestionário (movaut@sementeira.net)e coloque em "assunto" (ou "subject"): quero aderir ao Movimento Autogestionário. Logo lhe responderemos.

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