O QUE É
AUTOGESTÃO?
Nildo Viana
Dirigidos por nossos pastores, encontramo-nos
apenas uma vez em companhia da liberdade: no dia do seu
enterro.
Karl Marx
A autogestão, para uns, é um “método de gestão
de empresas” e, para outros, é uma “forma política” que assume o
comunismo, ou seja, a “democracia direta”. A primeira concepção
deixa entrever a possibilidade de existir autogestão no interior da
sociedade capitalista e a segunda apresenta a idéia de que é
possível haver comunismo sem autogestão, já que esta é reduzida a
uma mera “forma política” e, sendo assim, não é a essência do
comunismo e por isto este poderia utilizar outras “formas
políticas”. Entretanto, tal como pretendemos demonstrar no decorrer
deste trabalho, estas concepções são equivocadas, pois não
conseguem expressar o verdadeiro sentido da autogestão.
Antes de mais nada, tal como fizeram A. Guillerm e Y. Bourdet [1],
é útil distinguir o conceito de autogestão de outras palavras que
muitos pensam ter o mesmo significado. Autogestão não possui o
mesmo significado que “participação” , “co-gestão”, “controle
operário” ou “cooperativismo”. Vejamos o significado destas
palavras:
A) PARTICIPAÇÃO: Participação não significa autogestão, pois ela
significa participar de algo já existente, ou seja, de uma
atividade que possui estrutura e finalidade próprias. Segundo
Guillerm e Bourdet, o participante é como um flautista numa
orquestra: participa se misturando individualmente à um grupo que
lhe é preexistente.
B) CO-GESTÃO: A co-gestão é uma tentativa de integrar a
criatividade e a iniciativa operária no processo produtivo
capitalista (com o objetivo de aumentar a produtividade e,
consequentemente, a extração de mais-valor relativo - ou mais-valia
relativa) e que permite a participação dos trabalhadores apenas no
processo de produção, nos meios e não nos fins. Mas mesmo essa
co-gestão nos meios é limitada, pois a definição por outros sobre
os fins leva à uma pré-determinação no que se refere ao meios.
C) CONTROLE OPERÁRIO: Segundo Guillerm e Bourdet, o controle
operário significa um passo adiante em relação à co-gestão, mas
ainda não é autogestão, pois o controle operário surge como produto
de uma intervenção conflitual que arranca concessões para os
trabalhadores, embora se limite a exercer-se sob pontos específicos
que não questionam o salariato. Para M. Brinton, a proposta de “
controle operário” apresentada por diversos grupos políticos
(principalmente leninistas e trotskistas) expressa a vontade de
apresentarem-se como mais democráticos e fazem isto buscando nos
iludir com a afirmação de que o leninismo sempre defendeu tal
proposta. Para ele, o controle operário, ao contrário da
autogestão, não significa que a classe operária irá gerir a
produção e sim que ela irá “supervisionar”, “inspecionar” ou
verificar as decisões tomadas por “instâncias exteriores” ao
processo produtivo, tal como o estado ou o partido [2].
D) A COOPERATIVA: Segundo Guillerm e Bourdet, “esquematicamente,
pode-se, com efeito, convir que (...), as cooperativas têm
‘vegetado’ sempre sob formas locais, a tal ponto que esta limitação
se tornou seu sinal distintivo. Por isso, para designar a
generalização dos sistemas de cooperativas, far-se-á mister uma
palavra nova. O termo autogestão deve assumir o papel” [3].
Acontece que, no interior da sociedade capitalista, as cooperativas
não determinam seus fins, pois o mercado e o estado sempre
interferem nas finalidades de uma cooperativa e não só nos fins
como, em menor grau, também nos meios.
Em síntese, a participação, o controle operário, a co-gestão e as
cooperativas podem existir no interior do modo de produção
capitalista e são assimiláveis por ele. O capitalismo envolve todas
estas manifestações e as colocam sob sua direção, direta ou
indiretamente. Não existem nem podem existir “ilhas de autogestão”
cercadas pelo mar do capitalismo. A autogestão só pode existir em
locais isolados por um curto período de tempo e em confronto com o
capital e desta luta um dos dois vencerá, ocorrendo a destruição da
experiência autogestionária ou a generalização da autogestão a
nível nacional e posteriormente mundial.
Podemos dizer também que as definições acima deixam entrever que
não existe muita diferença entre todos estes termos, pois todos
eles possuem algo em comum: em todas essas formas de
“participacionismo” permanece exterior aos trabalhadores a
determinação dos fins e uma “co-determinação” no que se refere aos
meios. Por conseguinte, o termo co-gestão engloba todos os outros
termos e, sendo assim, ele é suficiente para marcar a diferença
entre a autogestão e as outras formas de gestão que se dizem
“democráticas”.
Mas o que é a autogestão? Como ela pode surgir e se expandir
mundialmente? Em primeiro lugar, devemos reconhecer que é
impossível compreender a autogestão e a possibilidade histórica de
sua concretização sem compreendermos o solo onde ela pode brotar,
ou seja, o modo de produção capitalista.
O CAPITAL, RELAÇÃO DE PRODUÇÃO
Todo modo de produção possui uma determinação
fundamental que é expressa pelo conceito de relações de produção e
que serve de fundamento para todas as outras relações sociais. Marx
demonstrou que a relação de produção (determinação fundamental) do
feudalismo é a servidão: “em vez do homem independente, encontramos
aqui toda a gente dependente, servos e senhores, vassalos e
suseranos, laicos e clérigos. Esta dependência caracteriza tanto as
relações de produção quanto todas as outras esferas da vida social,
às quais serve de fundamento” [4]. A relação de produção
capitalista expressa o fundamento da sociedade capitalista. O
capital não é só “meios de produção” mas é, fundamentalmente, uma
relação social, uma relação de produção.
As relações de produção capitalistas se baseiam na extração de
mais-trabalho sob a forma de mais-valor (ou, segundo linguagem
corrente, mais-valia). O proprietário dos meios de produção, o
capitalista, compra a força de trabalho do produtor e paga por ela
o valor necessário para sua reprodução enquanto força de trabalho.
A força de trabalho, porém, produz mais do que o necessário para
sua reprodução e este valor a mais acrescentado à mercadoria e
apropriado pelo capitalista é o que se chama mais-valor.
No processo de produção do mais-valor há um duplo caráter: de um
lado, é um processo de trabalho caracterizado pela exploração e
alienação do trabalhador; de outro, é um processo de valorização
dos meios de produção. Só a força de trabalho acrescenta valor às
mercadorias, pois os meios de produção apenas transmitem seu valor
ao produto-mercadoria fabricado.
A evolução do modo de produção capitalista transforma esta relação.
Com o desenvolvimento e acumulação dos meios de produção há a
desvalorização da força de trabalho e a valorização dos meios de
produção. Os meios de produção foram valorizados pela força de
trabalho e por isso se tornam, com o desenvolvimento do
capitalismo, um dispêndio cada vez maior para o capitalista.
Com isso o capitalista investe cada vez mais nos meios de produção
e cada vez menos na força de trabalho. Assim, como só a força de
trabalho produz mais-valor, surge a tendência para haver a queda da
taxa de lucro médio. O aumento de produtividade busca evitar esta
queda, já que aumenta a extração de mais-valor relativo.
Entretanto, isto cria uma nova tendência à baixa da taxa de lucro
médio, pois o aumento do mais-valor relativo significa que a força
de trabalho acrescentou mais valor ainda à mercadoria e isto torna
mais dispendioso os meios de produção.
Esta é a tendência declinante da taxa média de lucro. O
capitalismo, através de seus agentes, cria também contratendências
e busca fazer isto de várias formas, tal como através do aumento da
interferência do estado no processo de produção e distribuição ou
da expansão do consumo, entre outras.
AUTOGESTÃO, RELAÇÃO DE PRODUÇÃO
O modo de produção capitalista, como vimos, se
caracteriza pelo domínio do trabalho morto sobre o trabalho vivo.
Esta relação de dominação do trabalho morto sobre o trabalho vivo
através do produção de mais-valor é a determinação fundamental do
capitalismo [5]. Torna-se necessário, então, descobrir qual é a
determinação fundamental do modo de produção comunista .
A determinação fundamental do modo de produção comunista só pode
ser a autogestão. Isto significa, entre outras coisas, que a
autogestão não é apenas a “forma política” (democracia direta) do
comunismo e nem mero “método de gestão das empresas”. A autogestão
é uma relação de produção que se generaliza e se expande para todas
as outras esferas da vida social. A autogestão inverte a relação
entre trabalho morto e trabalho vivo instaurada pelo capitalismo e,
assim, instaura o domínio do trabalho vivo sobre o trabalho
morto.
A autogestão significa que os próprios “produtores associados”
dirigem sua atividade e o produto dela derivado. Abole-se, assim, o
estado, as classes sociais, o mercado, etc., já que com a
autogestão abole-se a divisão social do trabalho. Consequentemente,
abole-se a divisão entre “economia”, “política”, etc.
AUTOGESTÃO E PERÍODO DE TRANSIÇÃO
Se a autogestão é uma relação de produção, ou
seja, a determinação fundamental do modo de produção comunista, e
que por isso abole a chamada “lei do valor”, então, qual é o
sentido que tem o discurso sobre o “período de transição”?
Questionar a necessidade de um “período de transição” entre o
capitalismo e o comunismo significa, segundo o pseudomarxismo,
desconhecer que a tese da “fase de transição” é uma conquista
irrenunciável do “socialismo científico”, que supera todo e
qualquer utopismo. Entre o capitalismo e o comunismo existe um
período de transição chamado socialismo. Neste período, o estado
dirige a economia através de um plano e se mantêm o dinheiro, o
trabalho assalariado e até mesmo a “lei do valor”.
Deixando de lado a discussão sobre o sentido da palavra utopia,
podemos dizer que, na verdade, “sonho irrealizável” é a idéia de um
“período de transição” entre capitalismo e comunismo. A ideologia
da transição é contrária ao que o próprio Marx colocou e, por
conseguinte, não se pode dizer que tal idéia está presente em Marx
e utilizar este “argumento de autoridade” para sustentar tal
tese.
O que Marx “realmente disse”? As colocações de Marx sobre a
passagem do capitalismo ao comunismo que o pseudomarxismo se
utiliza para sustentar tal tese são duas: a) a permanência do
trabalho assalariado; b) a existência de um “estado de transição”
no socialismo. Mas, antes de tudo, devemos dizer que Marx não
utilizava as noções de “período de transição” e de “socialismo”.
Essas noções foram criadas pela tradição bolchevique e similares e
foram erigidas ao nível de verdadeiros “conceitos”, que foram
reificados e passaram a ser, na ideologia da burocracia, uma etapa
necessária na história. O que Marx colocou é que a sociedade
comunista, tal como surge do capitalismo, atravessa duas fases, o
que significa que são duas fases do comunismo e não que uma delas
seja de “passagem” para ele. As colocações de Marx sobre a
permanência do trabalho assalariado e a existência de um estado de
transição se referem a esta primeira fase do comunismo.
Entretanto, é necessário colocar que Marx reformulou as suas teses
sobre a primeira fase do comunismo. Marx havia colocado que nesta
primeira fase deveria haver a “estatizacao dos meios de produção”,
e é aí que se pode falar em “estado de transição”. Acontece que,
após a experiência da Comuna de Paris, ele reformulou esta tese,
tal como demonstra o seu artigo sobre a comuna e os “posfácios” ao
Manifesto Comunista [6]. Para Marx, a classe operária não pode se
apossar do estado, pois deve destruí-lo e em seu lugar implantar o
“autogoverno dos produtores”, ou seja, a autogestão [7]. Tal como
fizeram os proletários durante a Comuna, deve-se abolir o exército
permanente e a burocracia do estado.
Outra colocação que Marx reformulou é a de que na primeira fase da
sociedade comunista todos deveriam receber salários equivalentes ao
dos operários, o que pressupõe a permanência do trabalho
assalariado, só que funcionando sob outra forma. Posteriormente,
ele afirmou que os trabalhadores receberiam bônus comprovando o
trabalho executado: "Do que se trata aqui não é de uma sociedade
comunista que se desenvolveu sobre sua própria base, mas de uma que
acaba de sair precisamente da sociedade capitalista e que,
portanto, apresenta ainda em todos os seus aspectos, no econômico,
no moral e no intelectual, o selo da velha sociedade cujas
entranhas procede. Congruentemente com isto, nela o produtor
individual obtém da sociedade - depois de feitas as devidas
deduções - precisamente aquilo que deu. O que o produtor deu à
sociedade constitui sua cota individual de trabalho. Assim, por
exemplo, a jornada social de trabalho compõe-se da soma das horas
de trabalho individual; o tempo individual de trabalho de cada
produtor em separado é a parte da jornada social do trabalho com
que ele contribui, é sua participação nela. A sociedade entrega-lhe
um bônus consignando que prestou tal ou qual quantidade de trabalho
(depois de descontar o que trabalhou para o fundo comum), e com
este bônus ele retira dos depósitos sociais de meios de consumo e
parte equivalente à quantidade de trabalho que deu à sociedade sob
uma forma, recebe-a desta sob uma outra forma diferente” [8].
Entretanto, o sistema de bônus não é a mesma coisa que o salariato.
O salário é pago em papel-moeda (dinheiro), que é um “meio de troca
universal” e pode ser, por isso, acumulado e utilizado para comprar
meios de consumo e produção e/ou força de trabalho. O bônus
proposto por Marx era trocável apenas por meios de consumo e por
isso não tem nada a ver com o dinheiro, o trabalho assalariado e a
“lei do valor”. Por conseguinte, a primeira fase do comunismo já
seria marcada pela abolição do estado, do trabalho assalariado, do
dinheiro, etc., e pela instauração da autogestão social ou, segundo
a linguagem de Marx, da livre associação dos produtores.
Marx colocou que o trabalho se generalizaria durante a primeira
fase do comunismo, mas sem ligação com o salariato e sim com o
sistema de bônus. Nesta fase predomina o princípio “de cada um
segundo sua capacidade à cada um segundo seu trabalho”. Na segunda
fase predomina o principio “de cada um segundo sua capacidade à
cada um segundo suas necessidades”.
Acontece que estas propostas estão superadas historicamente, pois
elas foram produzidas tendo por base o capitalismo da época de
Marx, ou seja, do século 19. Com o posterior desenvolvimento das
forças produtivas não há mais motivos para a existência do
princípio “à cada segundo o seu trabalho” e do sistema de bônus. O
desenvolvimento das forças produtivas, na Europa ocidental e nos
demais países capitalistas superdesenvolvidos, já atingiu um nível
tão elevado que a revolução autogestionária terá que transformá-las
para possibilitar a autogestão e sua utilização de acordo com as
necessidades humanas. Isto se torna, na atualidade, válido até para
os países capitalistas subordinados( “terceiro mundo”). Por
conseguinte, não há mais a necessidade de existir “duas fases” no
comunismo e a chamada “transição” do capitalismo ao comunismo se
realiza no período revolucionário que ao terminar, com a vitória do
proletariado, instaura a autogestão social.
O PROBLEMA DA ALIENAÇÃO
A história da humanidade é marcada pelo
predomínio da alienação. A alienação é uma relação social que se
caracteriza pelo fato do trabalhador não ter controle de seu
trabalho e, por conseguinte, ser controlado pelo não-trabalhador
que, assim, toma posse do produto do seu trabalho. Desta forma, o
trabalhador perde o controle do produto do seu trabalho e do
produto deste e cria aquele que irá controlar o seu trabalho e se
apropriar de produto dele. Isto ocorreu em todos os modos de
produção classistas da história - modo de produção escravista
antigo, modo de produção feudal, modo de produção tributário, etc.
- e atinge o seu ponto culminante no modo de produção capitalista.
O domínio dos não-produtores sobre os produtores na época
capitalista coloca a autogestão como tendência histórica de
superação da alienação.
A partir da definição de alienação acima exposta vê-se que ela é
sinônimo de heterogestão e antônimo de autogestão. Assim se observa
que a “ideologia da vanguarda” (Lênin, Kautski) é um elogio da
alienação, pois, se o proletariado não dirige o seu processo de
libertação e é dirigido por sua “vanguarda”, ele também irá perder
o produto de sua atividade revolucionária, ou seja, a sua
libertação, e este produto será apropriado pela sua “vanguarda”. A
ideologia da vanguarda diz que é através da alienação que se
conquista a desalienação. Isto, entretanto, não é verdade, pois o
caminho da alienação só pode ocorrer via desalienação, ou seja,
somente controlando o seu processo de libertação, através da
autogestão de suas lutas, é que o proletariado poderá conquistar
sua libertação.
A AUTOGESTÃO DAS LUTAS OPERÁRIAS
O capitalismo surge no interior do feudalismo
através do movimento do capital comercial que leva ao predomínio do
capital industrial e assim se torna o modo de produção dominante.
Se o capitalismo surge “economicamente” no feudalismo, o mesmo não
ocorre com o comunismo. O capital, relação de produção capitalista,
significa o domínio do trabalho morto sobre o trabalho vivo, das
forças produtivas acumuladas sobre a força produtiva ativa, enfim,
da classe capitalista sobre a classe operária. O comunismo, ao
contrário, se caracteriza pelo domínio do trabalho vivo sobre o
trabalho morto e surge não de um “desenvolvimento econômico” e sim
da ação revolucionária do proletariado. A sociedade comunista
existe potencialmente no interior da sociedade capitalista através
da luta operária. A autogestão das lutas operárias é o “embrião” do
comunismo. Se o conteúdo do socialismo (ou comunismo) é a
autogestão, então é na sua primeira forma de manifestação, na luta
operária, que ela se revela como possibilidade histórica. A
autogestão das lutas operárias produz, no seu confronto com o
capital, os coletivos de autogestão como os conselhos de fábrica,
conselhos de bairros, etc., e cria-se, assim, uma “dualidade de
poderes”: o poder político burguês, ou seja, o estado capitalista,
de um lado, e os coletivos autogeridos, os conselhos
revolucionários, de outro. A vitória do proletariado leva à
generalização da autogestão e a instauração do modo de produção
comunista e a sua derrota significa a reprodução do modo de
produção capitalista.
A autogestão, portanto, é uma relação social que nasce com a
autogestão das lutas operárias e se universaliza e invade o
conjunto das relações sociais e, assim, decreta a morte do
capitalismo e inaugura o modo de produção comunista.
Notas
(1) Cf. GUILLERM, A. e BOURDET, Y. Autogestão: Mudança Radical. Rio
de Janeiro, Zahar, 1976.
(2) BRINTON, M. Os Bolcheviques e o Controle Operário. Porto,
Afrontamento, 1975. Voltar.
(3) GUILLERM, A. e BOURDET, Y. ob. cit. págs. 19-20.
(4) Cit. por: POULANTZAS, Nicos. Poder Político e Classes Sociais.
São Paulo, Martins Fontes, 1988.
(5) João Bernardo utiliza a expressão “lei fundamental”, mas, como
a idéia de lei é questionável do ponto de vista da dialética
materialista, utilizamos a expressão hegeliana de determinação
fundamental (BERNARDO, João. Para Uma Teoria do Modo de Produção
Comunista. Porto, Afrontamento, 1975.).
(6) MARX, K. e ENGELS, F. O Manifesto Comunista. in: LASKY, H. J.
(org.). O Manifesto Comunista de Marx e Engels. 2a edição, Rio de
Janeiro, Zahar, 1978.
(7) MARX, K. A Guerra Civil na França. São Paulo, Global, 1986.
(8) MARX, K. Crítica ao Programa de Gotha. in: MARX, K. e ENGELS,
F. Obras Escolhidas. 2a edição, São Paulo, Alfa-Omega, S/D. pág.
213..
Texto publicado originalmente na Revista Ruptura. Ano 03, num. 04,
janeiro de 1996.